Segundo a doutora em arquitetura Magda Reis, palestrante do evento da UFU em junho, os encontros organizados pelas universidades é uma ótima oportunidade para a indústria levar informações atualizadas de inovações e produtos em alumínio.
O coordenador do Projeto, Ayrton Filleti, credita o sucesso das atividades aos esforços da Associação - iniciados de maneira sistemática a partir de 2006 - com objetivo de aproximar a indústria do alumínio às instituições de ensino, uma vez que há carência de conteúdo técnico sobre o metal e de especialistas para ministrá-los no meio acadêmico.
“Com o Projeto, a ABAL consegue suprir essa falta de informações e mostrar aos futuros profissionais as vantagens das aplicações do metal, enquanto fortalece novas parcerias com as instituições de ensino; atualmente as universidades e escolas técnicas nos convidam para participar de seus eventos acadêmicos e até para desenvolver conteúdos”, explica Filleti.
Exemplo dessa grande abrangência de atuação do Projeto em 2013 foram as inéditas Oficinas de Metalurgia do Alumínio, para 70 alunos do quarto e quinto ano da Escola Politécnica da USP, elaboradas em conjunto com o chefe do departamento de Engª Metalúrgica e de Materiais da Poli, Prof. Dr. Jorge Tenório. Some-se também a 2ª edição do curso de extensão Arkhi Arquiteto: Materiais, Produtos e Aplicações, realizado no Centro Universitário Belas Artes, com 34 alunos.
Com a renovação do convênio de Cooperação Técnica e Científica, em abril, a parceria com a Universidade Mackenzie se tornou a mais duradoura atividade do Projeto. Ao longo dos sete anos que está em vigor, o convênio resultou, entre outras ações, no desenvolvimento do Curso de Extensão de Metalurgia do Alumínio, que este ano contou com a participação de 30 alunos, e na criação do Mestrado Profissional de Engenharia de Materiais - que inclui disciplina especifica sobre alumínio - com seis mestrandos em 2013.
Disseminar conhecimento
O Projeto ABAL Alumínio nas Escolas nasceu do interesse da indústria de contar com futuros profissionais que tivessem conhecimentos técnicos sobre o alumínio, por meio de disciplinas específicas sobre o metal em cursos técnicos e de engenharia.
“As escolas ainda não incluíram na grade curricular uma matéria obrigatória sobre alumínio, como acreditamos ser importante, mas algumas universidades, como o Mackenzie, já oferecem disciplinas optativas em cursos de extensão e de mestrado. De qualquer forma, o Projeto vem crescendo com outras iniciativas e os resultados são muito positivos”, ressalta Filleti
O Projeto visa disseminar conhecimento, fomentar o ensino, a pesquisa e a inovação tecnológica do alumínio no meio acadêmico e articular parcerias com as principais instituições de ensino do país para desenvolvimento de programas educacionais e realização de eventos técnico-científicos. Para mais informações entre em contato com
aluminionasescolas@abal.org.br